5 benefícios do inhame e como incluí-lo na alimentação

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  • jan 2026, 08:20 PM

5 benefícios do inhame e como incluí-lo na alimentação

O inhame é um alimento tradicional no Brasil e vem conquistando espaço também em dietas voltadas para saúde e bem-estar. Seu sabor suave e sua versatilidade na cozinha o tornam uma excelente opção para compor refeições variadas.

Mais do que isso, o tubérculo é rico em nutrientes e pode trazer benefícios para quem busca energia, melhor digestão e até auxílio no controle do açúcar no sangue. A seguir, conheça seis benefícios do inhame e como ele pode ser incluído na alimentação de forma prática e saudável.

 

1. Fonte de energia de qualidade

O inhame é composto principalmente por carboidratos complexos, que são digeridos de forma mais lenta pelo organismo. Isso significa que ele fornece energia gradual e constante, evitando picos e quedas bruscas de glicose no sangue. Incluir o tubérculo na rotina pode ser uma forma eficiente de manter os níveis de energia equilibrados.

 

2. Rico em fibras e aliado da digestão

As fibras presentes no inhame desempenham papel fundamental para a saúde digestiva. Elas aumentam o volume do bolo fecal e favorecem o funcionamento intestinal, ajudando a prevenir a constipação.

Além disso, colaboram para a sensação de saciedade, o que pode ser interessante para quem busca controle de peso. Outro ponto positivo é que as fibras auxiliam no equilíbrio do colesterol, contribuindo para a saúde cardiovascular.

 

3. Apoio ao sistema imunológico

Graças ao seu conteúdo de vitaminas C, do complexo B e minerais como potássio e magnésio, o inhame também funciona como aliado da imunidade. Esses nutrientes ajudam a fortalecer as defesas naturais do corpo, participam de processos antioxidantes e combatem os radicais livres, que estão ligados ao envelhecimento celular e a várias doenças crônicas. Manter o consumo regular de inhame pode, portanto, colaborar para maior resistência a infecções.

 

4. Controle da glicemia

Um dos grandes benefícios do inhame é sua contribuição no controle da glicemia. Isso acontece porque seus carboidratos complexos, combinados às fibras, retardam a absorção da glicose, evitando os picos de açúcar no sangue. Para pessoas com resistência à insulina ou diabetes, o tubérculo pode ser um aliado importante em um plano alimentar equilibrado, sempre com orientação profissional.

 

5. Versatilidade na cozinha

Poucos alimentos oferecem tanta versatilidade quanto o inhame. Ele pode ser consumido cozido em saladas, em forma de purê, assado no forno com temperos ou como base para sopas. Também pode substituir parte da farinha em bolos, ser transformado em panquecas doces ou salgadas e até ser adicionado a smoothies, conferindo cremosidade e mais nutrientes à bebida. Essa característica facilita sua inclusão em diferentes refeições, do café da manhã ao jantar.

 

Atenção em casos específicos

O inhame contém oxalatos, compostos que em quantidades elevadas podem contribuir para a formação de cálculos renais, especialmente de oxalato de cálcio. Pessoas com predisposição ou histórico de pedras nos rins devem consumir com moderação.

Os oxalatos também podem diminuir a absorção de minerais como cálcio e, em alguns casos, ferro, embora o efeito dependa de muitos fatores da dieta. Cozinhar o inhame pode reduzir parte dos oxalatos solúveis, mas não os elimina totalmente.

 

Como incluir o inhame no dia a dia

Para aproveitar melhor os benefícios, a dica é variar as formas de preparo. Algumas opções práticas incluem:

  • Cozido em pedaços para acompanhar refeições;
  • Em purê temperado com ervas frescas;
  • Assado no forno como substituto da batata;
  • Incorporado a sopas e caldos;
  • Como ingrediente de bolos, panquecas e pães;
  • Batido em smoothies com frutas, dando cremosidade;

Essas variações permitem que o inhame esteja presente no cardápio de maneira frequente, sem se tornar repetitivo. Mas lembre-se: assim como em qualquer aspecto da alimentação, o equilíbrio e a orientação profissional são fundamentais. O impacto positivo na saúde não depende de um único alimento, mas sim do padrão alimentar e do estilo de vida como um todo.

Revisão técnica: Susane Wolfarth Rovedder, nutricionista do Einstein Hospital Israelita (CRN 367746)

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